Resumo:
Este artigo procura avaliar a Moda brasileira/fluminense na Europa e destaca a Espanha como potencial plataforma de exportação para o setor de confecção, além de ressaltar para o estudo do modelo de desenvolvimento das MPE espanholas como possível referencial de política industrial. Cabe destacar que a Espanha, por questões históricas com o continente americano, “Novo Mundo”, pelo dinamismo da sua economia a partir da entrada no Mercado Comum Europeu (1986) e pela facilidade do idioma, pode se tornar um importante parceiro do Brasil e, sobretudo, do Estado do Rio de Janeiro, no que diz respeito a questões comerciais, tecnológicas e industriais, se apresentando como um efetivo modelo de desenvolvimento a ser observado.
Palavra Chave: comércio exterior, centro de serviço, incubadoras, cluster, arranjo produtivo, micro e pequenas empresas, moda e confecção.
Introdução:
No período de 31 de agosto a 02 de setembro de 2007 ocorreu em Madrid-Es a SIMM (Salão Internacional de Moda de Madrid) onde estiveram presentes 31 empresas e 09 projetos sociais com foco na moda do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, dos 18 estandes brasileiros reservados, em parceria com a ABIT e a APEX, 09 eram do Rio de Janeiro, demonstrando o resultado de uma política de dinamização de APL (arranjos produtivos locais) e consequentemente da capacidade e ousadia do empreendedor fluminense em se projetar internacionalmente. Entre as empresas participantes, 86% tiveram a SIMM como a primeira experiência no exterior. Após o termino da feira, no período de 03 a 04 de setembro de 2007, foram organizados visitas em roteiros específicos de moda, para pesquisa de tendência no varejo de Madrid.
Paralelamente ao evento de negócio (SIMM), foi organizada uma missão técnica com a presença de integrantes do Sebrae/RJ e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que focaram a sua pesquisa em conhecer as estruturas comerciais, tecnológicas, de apoio industrial (centros de serviços, federações, associações, câmaras de comércio), com foco no desenvolvimento das MPE espanholas. Esta missão teve início em Madrid no dia 30/08/2007, mas se concentrou, efetivamente, em Barcelona, na Catalunha, sendo finalizada no dia 07/09/2007. Esta região, a Catalunha, é o motor industrial da Espanha e um dos importantes centros industriais da Europa, sendo o local onde se concentra a maior número de empresas (a maioria são pequenas empresas) e volume de produção do setor têxtil e de confecção da Espanha.
Desenvolvimento das atividades:
As atividades começaram inicialmente no Brasil, com a identificação de empresas que fazem parte dos projetos de dinamização dos APL do Rio de Janeiro e dos projetos sociais, que demonstraram interesse no processo de internacionalização. Em seguida foram realizados encontros com consultores especializados em comércio exterior, esta primeira etapa consolida a fase de preparação para a missão, que é finalizada com a entrega do manual do participante, já na Espanha. Em relação à chegada das empresas e participação na SIMM (feira de Moda de Madrid) as mesmas foram agrupadas em Pólos Regionais ou Projetos, com a finalidade de terem maior visibilidade e dividirem os investimentos, estratégia já utilizada anteriormente no Fashion Rio/Business e modelo desenvolvido pelos APL de Moda fluminenses, difundido para todo o Brasil. A divisão das empresas na feira foi por pavilhão, que é uma regra do organizador do evento, sendo então as empresas distribuídas em três pavilhões, conforme a especialização do produto. No pavilhão 03 ficaram o Moda Fluminense (Niterói e São Gonçalo) e o Ipanema Top. No pavilhão 05 ficaram o Moda Praia de Cabo Frio, Moda Íntima de Nova Friburgo e no pavilhão 09 as empresas do Acessório do Rio, Moda Petrópolis, Moda Campos, Traços do Rio (projeto de artesanato) e o Rio Social Fashion (empreendedorismo Social). As outras empresas dos demais estados que estiveram presentes na feira foram: Rio Grande do Sul com 01 empresa, Rio Grande do Norte com 02 empresas, São Paulo com 01 empresa, Paraná com 01 empresa, Brasília com 01 empresa, Minas Gerais com 02 empresas, Bahia com 01 empresa e, também, 03 empresas do Rio de Janeiro que foram por conta própria.
A feira teve um relativo movimento, especula-se que o período não foi o melhor, devido ao período de férias em toda a Europa. No entanto, os freqüentadores eram efetivamente compradores, sendo então, a feira, avaliada pelos participantes fluminense como boa, o que resultou em 1.240 contatos, principalmente para as praças da: Espanha, Portugal, França, Itália, Alemanha, Grécia, Inglaterra, México, Japão, Bélgica, Taiwan, Egito e Colômbia. Foram realizados $ 104.786,00 euros em pedidos e $ 562.000,00 euros em perspectivas futuras (12 meses). Algumas empresas informaram sobre a necessidade de novos postos de trabalho, sendo o total levantado de aproximadamente 37 novos postos de trabalho, conforme dados apresentados pelos empresários, através de ficha de avaliação.
Os resultados alcançados são considerados excelentes, sobretudo se for levado em consideração que 86% dos participantes nunca haviam participado de feiras no exterior. Entretanto, é possível ter resultados ainda melhores. A disposição dos estandes pode ser aperfeiçoada (perto de áreas com maior circulação) e a apresentação das mercadorias pode ser aprimorada (manequins, painéis - fotos, cenografia, modelos). Só com estas duas modificações os participantes julgaram que as vendas e contatos poderiam ser ainda melhores. Outra análise foi referente à dispersão dos estandes do Brasil na feira, o ideal é que fossem agrupados em ilhas respeitando-se a identidade dos Pólos e Projetos. Isto daria maior visibilidade às empresas brasileiras e as mesmas poderiam dividir investimentos em cenografia e colocação de modelos vivas com os “looks” do Brasil. Esta seria uma boa estratégia, visto que outros estandes, que se destacaram na respectiva feira, usaram desta estratégia.
Cabe destacar a participação das empresas cariocas/fluminenses de forma coletiva e da importância da integração entre os pólos de moda, entre si, e também entre os projetos de acessórios, artesanato e empreendedorismo social. Várias empresas fizeram parcerias, que se estenderão para o Brasil e para a participação em outros eventos. Também ficou evidente, na feira, a importância do mix de produtos: confecção, acessórios (bolsas, sapatos, bijoux e jóias) e artesanato como estratégia de participação. Esta é uma tendência mundial e foi observada nas empresas que mais se destacaram (estandes movimentados).
Outra estratégia a ser desenvolvida futuramente seria convidar através de parcerias com a Fedecon (Federação Espanhola de Empresas de Confecção), Câmara de Madrid e o Consulado Brasileiro, empresas espanholas que desejam fazer parceria com o Brasil, isto potencializaria e direcionaria compradores para os estandes do Rio de Janeiro, além daqueles que já freqüentam a feira (complementaridade produtiva).
Em relação à moda brasileira, ficou claro que as empresas devem seguir as tendências mundiais, porém sem perder o DNA Brasileiro e, sobretudo o DNA do Carioca/Fluminense, esta é uma excelente estratégia para garantir que os produtos sejam inovadores, se diferenciando e se posicionando em relação aos demais produtos na feira (design como ferramenta estratégica).
Nos dias seguintes após o término da feira (SIMM), as empresas participantes da missão realizaram visitas direcionadas ao centro de Madrid, onde puderam fazer uma pesquisa de tendência de moda, além de compararem os preços praticados na Espanha e conhecerem as estratégias de exposição dos produtos nas araras, etiquetagem e montagem de vitrine. Neste último caso (vitrine), ficou evidente a estratégia utilizada, pelos lojistas espanhóis, de troca dos produtos a cada 02 dias, desta forma, é gerado no consumidor, o desejo da compra imediata e do estímulo em possuir novos produtos que poderão acabar.
Em relação às visitas técnicas, as mesmas foram organizadas em grupos de 04 a 05 pessoas, sendo que 02 pessoas organizavam as perguntas iniciais. Quando as visitas eram realizadas em entidades empresariais, o representante da entidade de fomento (Sebrae/RJ) se posicionava mais efetivamente e, quando a visita era em uma entidade ligada à espera governamental, o integrante do Governo do Estado do Rio de Janeiro se posicionava, ficando os demais com a função de observadores e registradores, para no final, perguntar sobre algum assunto que não ficou claro ou que deveria ser mais aprofundado.
As visitas tiveram como objetivo conhecer algumas estratégias de apoio comercial oferecida as MPEs espanholas, sendo visitada, então com este foco, a Câmara Oficial de Comércio e Indústria de Madrid e a Federação Espanhola de Empresas de Confecção, esta última entidade também trabalha com questões referentes ao desenvolvimento da indústria têxtil e confecção da Espanha (lobby). Outro alvo das visitas técnicas foi conhecer as estruturas de suporte e apoio tecnológico, de formação e organização das empresas espanholas. Neste caso as entidades de Barcelona – Catalunha deram as maiores contribuições, a exemplo do CIDEM (centro tecnológico), do CITYC (Centro de Informação Têxtil), do CETEM MSA em Maratom (Centro de Serviços), da AIDIMA (Instituto Tecnológico de Madeiras Móveis Embalagens e Afins) – esta em Madrid, e da Barcelona Activa (incubadora de empresas). E para finalizar, foram visitados o Plano Estratégico Metropolitano de Barcelona e o Barcelona @ 22, estas últimas visitas tiveram como objetivo conhecer o planejamento dos setores/clusters em regiões Metropolitanas.
Quanto às ações comerciais de apoio as MPEs espanholas, as entidades que mais contribuem são as câmaras de comércio, que congregam as indústrias da região de sua esfera de atuação e estão ligadas ao governo local. Estas entidades oferecem informações e assessoria sobre comércio exterior, gestão documental, programas de apoio ao exportador, promoção de exportação e cooperação empresarial, escritórios de suporte no exterior, projetos de internacionalização coorporativa, acordos de cooperação, formação, turismo na região de abrangência, fórum de arbitragem, estratégias. A Câmara de Comércio de Madrid, visitada na missão técnica, é uma das câmaras mais atuantes no apoio as MPEs espanholas que desejam exportar.
A Fedecon (Federação Espanhola de Empresas de Confecção) representa as empresas do setor têxtil e confecção espanholas e funciona como um articulador de parcerias comerciais e técnicas. Dado a sua importância, a Fedecon, pode ser um excelente parceiro para convidar empresas espanholas a participarem do Fashion Rio/Business e da SIMM de 2008, com vista em conhecerem os Pólos de Moda do Rio de Janeiro.
Foi visitada, também em Madrid, a AIDIMA, que é um instituto de apoio ao setor moveleiro, que tem como objetivo auxiliar as empresas em questões técnicas como: metrologia, certificação e normas que garantam a qualidade do produto espanhol. A produção moveleira espanhola se concentra em Valencia e Andaluzia (um pouco no País Vasco e a madeira na Galícia). A Espanha exporta móveis para toda a Europa e organiza a sua produção através dos clusters regionais como o de Valencia. O modelo espanhol de desenvolvimento do setor moveleiro pode servir de referência para a dinamização dos Pólos Moveleiros do Rio de Janeiro, isto devido a sua tradição, organização e a grande dinamização que este setor tem na Espanha, além da sua competitividade na Europa. A Espanha é auto-suficiente neste setor. Algumas estratégias utilizadas por este seguimento produtivo são: inovação comercial, ligar móveis ao turismo, vender o ambiente e não somente o móvel, trabalhar por nichos, a exemplo das pessoas mais velhas, trabalhar por tipo de habitação, vincular a indústria a distribuição, marketing setorial, certificação e criação de barreiras normativas, desenvolver planos estratégicos por clusters.
Na visita ao CIDEM - centro de tecnologia ligado ao Governo da Catalunha, foi observado um modelo de governança com a presença do governo local, associações e instituições tecnológicas. É uma espécie de centro aglutinador e animador do sistema de inovação espanhol. O orçamento é subdividido em 50% do governo e 50% das associações e projetos. Desenvolve projetos com financiamento da comunidade Européia, sendo que estes projetos devem ser de interesse coletivo - entre empresas e regiões/países. Os Centros de Serviços espanhóis funcionam como um interlocutor entre o setor produtivo e as universidades, e podem assumir três tipos de configurações: o tradicional que atende as empresas e propõem soluções nas várias esferas empresariais, podendo alguns oferecer formação. Os Centros de Serviços Tecnológicos que têm foco na inovação, aproximando especialistas das universidades e centros de pesquisa as empresas demandantes. Desenvolvem projetos com foco na inovação. E os Centros de Serviços Tecnológicos de Formação que desenvolvem atividades de formação e especialização. A CIDEM também tem dificuldade de atrair os empreendedores para o processo de inovação. A estratégia utilizada é através da identificação e divulgação de “Cases de Sucesso” para gerar interesse nos empresários espanhóis.
A visita ao CITYC (Centro de Informação Têxtil e de Confecção) teve como objetivo conhecer o sistema de informação setorial espanhol. Este centro fornece dados estatísticos do setor, como: PIB da indústria têxtil e de confecção, exportações e importações, emprego, crescimento ou decréscimo regional, perfil de produção e exportação, melhoria no ambiente de negócio, além de fornecer informações para a imprensa. Funciona como uma espécie de observatório de mercado. As informações deste centro são passadas para todas as associações do setor. Ele tem uma ligação com a Fedecon, com as associações empresarias, com os centros de serviços e câmaras de comércio. Ficou muito evidente as inter-relações entre as estruturas de suporte ao setor, caracterizando um efetivo sistema de informação e inovação no modelo de apoio as MPEs espanholas. Cabe ressaltar o importante papel do governo na organização deste sistema produtivo/inovador.
O CETEM MSA, que fica em Maraton (30 km de Barcelona), é um tipo de Centro de Serviço e tem ligação com o CIDEM, o que se caracteriza uma rede de centro de serviços e universidades integrados. Muitos Centros de Serviços iniciaram com uma especialização, a exemplo do CETEM, que tem uma especialização na área têxtil e de confecção. Atualmente, este centro está se tornando multisetorial e presta serviço de TI e para o setor de turismo. As atividades oferecidas são: projetos de inovação, assessoria em gestão da inovação, documentação, formação, aluguel de infra-estrutura para as empresas da região, cooperação técnica internacional, serviços de laboratório e P&D. Tem uma governança tríplice hélice, sendo o presidente do meio empresarial, porém o vice-presidente pode ser um político ou alguém da universidade. Este centro trabalha com a filosofia da convergência tecnológica, desenvolvendo dispositivos eletrônicos, fibra ótica, novos materiais, tecidos inteligentes, para serem utilizados na confecção/têxtil.
A visita a Barcelon Activa, que é umas das mais antigas incubadoras da Europa, forneceu informações muito relevantes. Esta incubadora mudou drasticamente o seu modelo de negócio, não ficando mais restrita a atender um número limitado de empresas, vistos as delimitações de espaço físico, que atualmente comporta 150 empresas. O novo modelo original, desenvolvido através da experiência dos últimos 17 anos, estabelece que a incubadora deva atender um número maior de empresas e não ficar limitada somente as empresas de base tecnológica. Com este novo foco, esta incubadora atende aproximadamente 1.200 empresas por ano, de vários setores: indústria, serviços, turismo e comércio. Para isto, desenvolveram um modelo de atendimento, ferramentas, cursos e acompanhamento semi-virtual. Os atendimentos se concentram de forma coletiva por tema e as ferramentas de gestão (ex: plano de negócio) são disponibilizadas via web. No caso de dúvidas dos empreendedores, é feito o atendimento individual. Para participar da incubadora os empreendedores submetem os seus projetos para análise e são escolhidos aqueles mais adequados aos critérios estabelecidos (recebem aproximadamente 1000 projeto/ano e escolhem 300). A incubadora também oferece atendimento para as empresas que não fazem parte dos projetos de incubação, é uma espécie de balcão Sebrae. Cabe ressaltar que empresas incubadas são as 150 que fisicamente estão nas áreas da incubadora e mais as 1.200 que são acompanhadas, nestes dois casos o período de incubação é de 03 anos.
É importante registrar que a incubadora não perdeu o seu DNA original, as empresas que efetivamente serão instaladas nas áreas de incubação são selecionadas conforme critérios que levam em consideração a geração de inovação e tecnologia. Este modelo funciona como um funil, sendo a sua ponta a parte mais nobre, porém sem desconsiderar outros setores que de alguma forma podem integrar uma rede de serviços. Este modelo prega a formação de redes de relações de subcontratação e parcerias de negócio. As empresas incubadas fisicamente, após 03 anos, são estimuladas a se instalarem nos parques tecnológicos da região ou nos bairros tecnológicos (região metropolitana) como o 22@Barcelona (distrito da inovação). Então, a Barcenona Activa é uma incubadora multisetorial que tem abrangência municipal (Ajuntament de Bacelona) com grande volume de atendimento e empresas incubadas, se apresentando então como um excelente modelo a ser implantada em regiões metropolitanas. Ela se projeta como o “berço” dos novos empreendedores de Barcelona.
O projeto 22@Barcelona, que também foi visitado pelos integrantes da missão técnica, forneceu importantes informações, sobretudo para a modelagem do APL de conteúdo na região metropolitana do Rio de Janeiro. O 22@Barcelona está transformando antigas áreas indústrias, no centro de Barcelona, em modernos clusters tecnológicos, com o objetivo de gerar empregos de alta qualificação e melhorar as condições de trabalho, de vida e de aprendizado. É um projeto de renovação urbana com renovação econômica. Urbana no que diz respeito ao uso da área urbana de forma mais racional, com aproveitamento de espaços, criação de zonas verdes, e infra-estrutura pública e integração com a vizinhança. Econômicas com vista em privilegiar o desenvolvimento de atividades mais inovadoras da economia do conhecimento, e para isto, foram escolhidos 04 setores que são: audiovisual/ tecnologias de informação e comunicação, biotecnologia, medicina e energia.
Com vista em dinamizar estes setores privilegiados foram planejadas modernas infra-estruturas de suporte, seja na instalação de cabeamento em fibra ótica, banda larga, transporte, e demais facilidades/benfeitorias comuns a estes seguimentos (intensivos em conhecimento). Além destas infra-estruturas, comuns a todos os setores, estão sendo construídos centros de serviços de uso coletivo, de alta tecnologia, sendo que neste caso, os centros são especializados. Por exemplos, estão planejados 04 centros, respectivamente para os setores de medicina, energia, biotecnologia e audiovisual/ tecnologia de informação e comunicação. Estes centros terão o que há de mais moderno, no mundo, no que diz respeito a equipamentos e infra-estruturas. A conseqüência deste desenho é transformar o antigo bairro industrial em uma área de excelência, com potencialização da capacidade inovativa do conjunto produtivo e, também, difundir o empreendedorismo tecnológico como alternativa a população do bairro.
Um aspecto muito interessante deste cluster de conteúdo tecnológico é o seu modelo de governança, o projeto tem a liderança do grupo 22@ Barcelona que é ligado ao município de Barcelona (Ajuntamento de Barcelona), no entanto este grupo conta com a presença de integrantes empresariais, tecnológicos e também dos moradores do bairro. É um projeto de longo prazo (22 anos) e começou com a revitalização da área através de: investimentos em infra-estrutura, recuperação de patrimônio histórico/cultural e atração de empresas de excelência. É um efetivo modelo de vitalidade econômica, social e cultural. Cabe ressaltar que questões específicas de cada setor são discutidas em fóruns especiais, aglutinados a partir dos centros de serviço de cada setor.
Na visita ao Plano Estratégico de Barcelona ficou claro que a sua construção teve a participação de todos os atores da sociedade de Barcelona, sendo o presidente do plano o próprio Prefeito de Barcelona. Os representantes industriais, do comércio, das universidades, das entidades de fomento, do trabalhador e da população são os vice-presidentes do plano estratégico. Este modelo de governança é o segredo de um efetivo planejamento de longo prazo, que independe de mudanças de governo. Ficou evidente, também, a partir das discussões entre os membros da missão técnica e o coordenador geral do plano, que o desenvolvimento da província da Catalunha parte, também, do desenvolvimento da sua região metropolitana, Barcelona. Este é um futuro desafio para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Conclusão:
A experiência comercial que as empresas dos Pólos/Projetos de Moda do Rio de Janeiro adquiriram, através da participação na SIMM e através das pesquisas de tendência na Europa, posiciona a indústria de moda fluminense em outro patamar de competitividade. E abrem novas possibilidades de negócios no Brasil e no exterior, além de ser uma excelente estratégia para fazer frente aos produtos importados, principalmente os provenientes da China.
Na próxima edição da SIMM, as empresas estarão mais amadurecidas em relação ao seu processo de internacionalização, e através dos erros e acertos, estarão melhor preparadas para realizarem novos negócios. Já foi comunicada a organização da Feira (SIMM) e a ABIT/APEX sobre as melhores localizações dos estandes e sobre o agrupamento por pavilhão.
Em relação às vistas técnicas, ficou claro que a Espanha pode se tornar um modelo de referência para o desenvolvimento das MPEs fluminenses, através dos seus clusters produtivos/tecnológicos, sistema de inovação e dos centros de serviços. Em um esforço de troca de experiência, conforme o ocorrido em relação à Itália, sobretudo no que diz respeito aos distritos industriais das regiões norte, noroeste e centro italiana.
Referência Bibliográfica (Visitas):
AIDIMA - Carmen Santos de Pedro – Delegación Madrid
AIDIMA – Manuel Carrillo Alcañiz – Diretor Delegación Madrid
www.aidima.es
BARCELONA ACTIVA – Elizabeth Monfort Barril – Directora General
BARCELONA ACTIVA – Cristina Gil Adelantado – Responsable Relacions Internacionais
www.barcelonactiva.cat
CÁMARA MADRID – Mercedes Blázquez García-Ibarrola – Diretora Repr. Da SIMM no Brasil
CÁMARA MADRID – Angel Roselló Conde – Sebdirector de Comercio Exterior
CÁMARA MADRID – Ana Martínez Páramo – Coordenador Departamento Com. Exterior
CÁMARA MADRID – Carlos Serrano Burgos – Asesor de Comercio Exterior
www.camaramadrid.es
CETEM M S/A – Albert Vidal – Director
CETEM M S/A – Xavier Faura – Adjunto a Dirección
CETEM M S/A – Mª Carmen Margelí – Manager
www.cetemmsa.es
CIDEM – Xavier Vilalta – External Relations
www.cidem.com
CITYC – Victor Fabregat – Director
www.cityc.es
FEDECON – Angel Asensio Laguna - Presidente
FEDECON - Mª Jesús Mazón – Secretaria Genera
www.fedecon.es
GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Dulce Angela Arouca Procópio de Carvalho – Subsecretária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços.
www.desenvolvimento.rj.gov.br
PLA ESTRATÈGIC METROPOLITÀ DE BARCELONA – Francesc Santacana i Martorell – Coordinador General
www.bcn2000.es
SEBRAE/RJ – Cezar RogelioVasquez - Diretor
www.sebraerj.com.br
22@ BARCELONA – Xavier Gràcia Romero – Responsible de Marketing
www.22barcelona.com